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quarta-feira, 20 de junho de 2018

As Relações entre Espaço Urbano e Cultura: da internacional situacionista à cidade-global


No encontro do MidCid, o pesquisador Cláudio Novaes Coelho trabalhou o tema cidades a partir da perspectiva de A Sociedade do Espetáculo

Coelho recordou a atuação da Internacional Situacionista, inclusive na participação de maio de 1968

O Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais (MidCid) recebeu o professor doutor Cláudio Novaes Pinto Coelho, na última segunda-feira (18), para abordar a cidade a partir de um diálogo com a Sociedade do Espetáculo, obra de 1967 do francês Guy Debord.

Coelho, que é docente na faculdade Cásper Líbero e coordenador do Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, lembrou a atuação de Debord, principalmente no movimento da Internacional Situacionista (I.S.), que existiu entre os anos 1957 e 1972. Nos âmbitos político, econômico e cultural, a I.S. foi marcada pela trajetória em unir a reflexão e ação, tendo como foco o espaço urbano. "O grupo fazia intervenções para estimular o maior número de pessoas para ação de transformação", enfatiza Coelho.

Segundo o pesquisador, os situacionistas lutavam para
transformar a sociedade capitalista

O pesquisador afirma que o grupo defendia a prática da deriva, ou seja, questionava como nos relacionamos com as cidades. Eles criavam situações a fim de romper a passividade e permitir a ampliação de novas vivências e experiências. "A Internacional Situacionista colocava como objetivo a necessidade de uma mudança na vida cotidiana; era muito mais do que mudar as relações econômicas. Propunham a auto-organização da sociedade. Mudar o mundo é criar novas situações e realidades", complementa. 


 A prática situacionista tinha como alvo a questão urbana; a ação
era simultaneamente política e cultural
Coelho também comentou sobre a atualização das ideias de Debord na obra de 1988, Comentários sobre a Sociedade do Espetáculo. Aproveitou para falar sobre a contemporaneidade, quando o capitalismo se globalizou, dando origem as 'cidades globais', interessadas na circulação de turistas e mercadorias, por exemplo.

Essa reunião encerrou as atividades do grupo do primeiro semestre de 2018. Os encontros retornam em 20 de agosto. Ao longo do ano, a proposta do MidCid é discutir “A Cidade depois do Fim do Mundo”.





Texto: Jennifer Lucchesi
Fotos: Felipe Parra
domingo, 17 de junho de 2018

Convite Midcid - 1806


No dia 18/06 (próxima segunda-feira), das 14 às 16h, no Anfiteatro da Biblioteca, acontecerá a reunião do Grupo de Pesquisa: Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais (GPMidCid), coordenado pela Profa. Dra. Mara Rovida e Prof. Dr. Paulo Celso da Silva.


Nesse encontro, o Prof. Dr. Cláudio Novaes P. Coelho abordará o tema da Sociedade do Espetáculo. Após a apresentação se seguirá debate. E vale a pena destacar que esta atividade é aberta à comunidade interna e externa. Também, cada participante é certificado, valendo créditos para mestrandos e graduandos da Uniso e de outras Instituições. Aproveite e participe!



quinta-feira, 7 de junho de 2018

Seminário Governança em Plataformas Algorítmicas


Seminário promovido pelo MidCid com Julio Cesar Lemes de Castro, pesquisador de pós-doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Uniso 

Terça-feira, 12/6/2018, das 9 às 12 horas, no Anfiteatro da Biblioteca
(remarcado em virtude da paralisação no final de maio) 

No período recente se desenvolve um modo de gestão do social, associado ao neoliberalismo, que pode ser caracterizado como governança algorítmica. Seu modelo de funcionamento são as plataformas algorítmicas, redes de acesso controlado que redefinem continuamente a identidade do usuário com base em dados fornecidos por ele ou extraídos de sua atividade. É o caso dos serviços do Google, tomados conjuntamente; de redes sociais, como o Facebook; de sites de comércio eletrônico, como a Amazon; de provedores de transmissão contínua, como o Spotify e a Netflix; de dispositivos acoplados à Internet das Coisas, como as tecnologias vestíveis; e de serviços de economia do compartilhamento, como o Uber e o Airbnb. 

Para apreender a dinâmica da governança algorítmica, ela será examinada em três dimensões fundamentais. A primeira é a dimensão relacional: nas plataformas o indivíduo é fragmentado em seus traços digitais, os quais são recombinados em múltiplas relações, constituindo perfis customizados. A partir daí se desdobra a dimensão vetorial: tais relações são orientadas, captando tendências e embutindo projeções sobre o futuro. Por fim, essa orientação deslancha a dimensão agenciadora, desempenhando os papéis de amplificação de afinidades e contenção de diferenças, e gerando efeitos do tipo bolha ou bola de neve.

Para entender as circunstâncias em torno da interação do usuário com as plataformas algorítmicas, serão utilizadas categorias que adaptam elementos conceituais de diversas origens. A recursividade remonta à matemática, à tecnologia e à cibernética. A propriedade recursiva aplica-se à interpelação, que se refere à abordagem do usuário pelo algoritmo, recalibrada a cada iteração. A agência da interpelação pode distribuir-se em instâncias de alteridade representadas pelo algoritmo ou por outros atores. A interpelação opera por meio da definição ad hoc de perfis a partir da combinação de traços do usuário, o perfilamento. Este, por sua vez, consolida-se em virtude de sua assunção pelo usuário, que corresponde ao efeito performativo do algoritmo.


Editado em 14 de junho de 2018

Fotos de Edson Antunes Filho:





quarta-feira, 23 de maio de 2018

Um relato da exposição "Diário de Cheiros - Teto de Vidro"


No encontro do MidCid, o professor Doutor Wilton Garcia Sobrinho falou sobre a mostra ter objetivo de envolver a percepção na interação do corpo com o espaço

Para o professor, "uma exposição é para ser experimentada e não entendida"

Dando continuidade nas reuniões mensais do Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais (MidCid), o Professor Doutor Wilton Garcia Sobrinho trabalhou com a temática "Conexões, redes e resiliência em teto de vidro", nesta segunda-feira, 21 de maio. 

O encontro do MidCid discutiu o texto do Professor
Dr. Wilton Garcia Sobrinho realizado em parceria 
com a Professora Dra. Daniela Kutschat


O docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, da Universidade de Sorocaba (Uniso), apresentou um texto realizado em parceria com a Professora Doutora Daniela Kutschat, que se originou a partir da exposição "Diário de Cheiros - Teto de Vidro", de Josely Carvalho (2018). Conforme Garcia ressalta, "o texto é um relato da experiência dessa exposição, porque exposição é para ser experimentada e não entendida". Esse trabalho foi divulgado no V Simpósio Internacional de Inovação em Mídias Interativas (SIIMI). 

Garcia conta que a mostra se desdobrava em dois movimentos: na criação de peças de cristal e no depósito de aromas, criados exclusivamente para a artista, em tais objetos. O propósito era envolver a percepção na interação da sensorialidade do corpo com o espaço, e em utilizar o olfato como resgate da memória. Na exposição, ao considerar a participação, o público era convidado a cheirar, tocar, ver e ouvir a obra de arte. 

Segundo o professor, a exposição incentivou a questão de enação, conceito de Francisco Varela. "É o deslocamento que o ambiente provoca que não só desestabiliza, mas traz outros parâmetros", explica. "O aroma intenso é provocativo; faz mexer com a subjetividade, algo que não temos muito domínio. Não tinha como sair ileso da mostra", completa. Para ele, num ambiente requintado e detalhado, foi trabalhado tanto a intensidade quanto a sofisticação. 

O próximo encontro do MidCid está marcado para 18 de junho. Nas reuniões de 2018, o grupo tem o objetivo de discutir "A Cidade depois do Fim do Mundo".


Texto: Jennifer Lucchesi
Fotos: Edson Antunes Filho
quinta-feira, 17 de maio de 2018

Convite - encontro 21/05/2018


Nesta Segunda Feira, 21 de maio, acontece nossa reunião do Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais, na qual receberemos o Prof. Dr. Wilton Garcia abordando o tema ‘Teto de vídeo’. Esta conferência prossegue o diálogo de 2018 com o tema: “A cidade depois do fim do mundo”.



O encontro acontece no Anfiteatro da Biblioteca, das 13 às 15 horas. Não é necessário inscrição.

Aguardamos você!!!


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Encontro do MidCid discute a cidade a partir do olfato

Segundo a pesquisadora Luisa Paraguai, o cheiro serve como mapeamento urbano, permitindo-se a criação de núcleos de reconhecimento da cultura 


Em 2018, o grupo MidCid tem a proposta de discutir a temática "A Cidade depois do Fim do Mundo"

"Smellscapes: geografias alternativas urbanas", esse foi o tema da reunião do Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais (MidCid), realizada na última segunda-feira, 23 de abril. A exposição do assunto ficou por conta da Professora Doutora Luisa Paraguai, do Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Professora Doutora Luisa Paraguai
Luisa Paraguai trouxe como discussão a possibilidade de entender a cidade a partir do olfato. Para ela, esse sentido permite pensar tanto na ordenação dos centros urbanos quanto na forma em que as relações sociais e de poder se organizam culturalmente.

Ela lembra, historicamente, que o olfato passa a ser silenciado na época de transição da Idade Média para a Modernidade. Apesar do fato das cidades cheirarem mal, as pessoas não se importavam por já estarem acostumadas. Mas, desde o momento em que o odor é associado a questões de saúde pública, ele começa, então, a ser monitorado. "Pensam em alocar os lugares, como os hospitais, em regiões onde pudessem controlar o cheiro", comenta. É dessa ideia também o sentido de definir classe social em: "os pobres cheiram ruim e os ricos aromatizam o espaço em que se encontram", expõe a professora, mestre e doutora em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas UNICAMP, além de ter pós-doutorado no Planetary Collegium, Nuova Accademia di Belle Arti NABA, em Milão.

Na reunião, a convidada também falou sobre a experiência profissional, apresentou os teóricos que dão sustentação a sua pesquisa e mencionou a intenção de levar seus estudos para uma abordagem prática.

Os encontros de 2018 do grupo têm a proposta de discutir a “A Cidade depois do Fim do Mundo”, ou seja, refletir a cidade em outro viés. A próxima reunião está marcada para 21 de maio.





Texto: Jennifer Lucchesi
Fotos: Felipe Parra




quinta-feira, 19 de abril de 2018

Convite - Encontro MidCid - 23/04/2018


Nesta Segunda Feira, 23 de Abril, acontece nossa reunião do Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais, na qual receberemos a Profa. Dra. Luiza Paraguai abordando o tema Smellscapes: geografias alternativas urbanas. Esta conferência inicia o diálogo de 2018 com o tema: “A cidade depois do fim do mundo”.

O encontro acontece no Anfiteatro da Biblioteca, das 14 Às 16 horas.
Não é necessário inscrição.
Aguardamos você!!!



terça-feira, 27 de março de 2018

Intervenção artística conceitual de Felipe Parra abre os encontros de 2018 do MidCid


A proposta desse ano do grupo é discutir 
“A Cidade depois do Fim do Mundo”



A primeira reunião do Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais (MidCid) aconteceu nesta segunda-feira, dia 26 de março. Felipe Parra, publicitário e mestre em Comunicação e Cultura pela Uniso, iniciou o encontro exibindo uma experimentação artística sobre o que está fora do fluxo do tráfego da cidade. Em formato de vídeo, intitulado Contramão, o pesquisador propôs sair da lógica mercadológica e apresentar um olhar minucioso de como a cidade se movimenta.



Nos centros urbanos tudo é muito acelerado; há a ausência da pausa, segundo Parra. Por isso, torna-se interessante observar com mais atenção o que está escondido. “Na cidade, tudo acontece simultaneamente, e ter um olhar cuidadoso é dar novos significados, captar diferentes sinais”, afirma.

Para a intervenção, que é um desdobramento da sua dissertação de mestrado defendida em 2016, o pesquisador trabalhou com a imagem em ponto fixo. “É a intenção de retratar a pausa e, ao mesmo tempo, perceber a cidade. A presença pela não presença. É o sentir, não necessariamente o ver”.

Na reunião, o professor Doutor Paulo Celso da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Uniso, também falou sobre as atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano a partir da proposta temática “A Cidade depois do Fim do Mundo”. Serão assuntos que permitem repensar valores, discussões e reflexões a respeito das possibilidades ou alternativas à realidade contemporânea.


Para conferir a experimentação de Felipe Parra, assista ao vídeo abaixo.


Texto: Jennifer Lucchesi
Fotos: Felipe Parra
sexta-feira, 23 de março de 2018

Datas dos encontros do MidCid em 2018



Data
Local
Palestrante
Tema
26/3
Salão do Bloco C  
Intervenção artística: Felipe Parra
Abertura
23/4
Auditório central
Luisa Angélica Paraguai Donati
CONFIRMADO
21/5
Anfiteatro da Biblioteca
Rosalina Burgos

CONFIRMADO
18/6
Anfiteatro da Biblioteca
Cláudio Novaes P. Coelho 
CONFIRMADO
20/8
Anfiteatro da Biblioteca
Marcos Reigota 
Intervenção artística: Joana Prieto
CONFIRMADO
17/9
Anfiteatro da Biblioteca
Márcia Eliane Rosa
CONFIRMADO
29/10
Anfiteatro da Biblioteca
Luciana Coutinho

3/12
Anfiteatro da Biblioteca
PAULO CELSO E
MARA ROVIDA
ENCERRAMENTO







1º Reunião do MidCid em 2018


Nesta Segunda Feira, 26 de Março de 2018 teremos nossa primeira reunião do Grupo de Pesquisa Mídia, Cidade e Práticas Socioculturais. O encontro acontece no Auditório do Bloco C, das 14 Às 16 horas. Os trabalhos iniciam com uma intervenção artística conceitual de Felipe Parra


Aguardamos você!!!